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A conexão humana é a necessidade inerente aos seres humanos de criar relacionamentos sociais com os seus semelhantes.
Extrair o melhor da conexão humana, e suprir essa demanda dentro do ambiente de trabalho, é a essência do setor de Recursos Humanos. Mas a era do home office e do trabalho híbrido trouxe um desafio extra aos profissionais de RH: como conectar emocionalmente pessoas de forma remota?
Quando a comunicação no trabalho consiste em mensagens de WhatsApp, textos rápidos (e às vezes mal redigidos) do Slack e videochamadas, fica difícil vincular pessoas umas às outras e à missão do negócio. Mas, criar essas conexões humanas genuínas é vital para o sucesso de qualquer organização.
Por isso, cabe aos profissionais de gestão de pessoas trazer a humanidade de volta ao local de trabalho e criar ambientes – tanto físicos quanto virtuais – onde o talento possa prosperar e se sentir inspirado a atuar no nível mais alto e criativo.
Neste artigo, confira algumas dicas de como fazer isso!
Formar relacionamentos é uma necessidade básica do ser humano. Quando criamos esses laços, como resultado, diversas reações químicas são desencadeadas no nosso cérebro. E o elemento que liga esse mecanismo é, basicamente, a emoção.
Dentro do ambiente de trabalho, existem algumas estratégias para promover a conexão humana.
Com o isolamento social e as empresas adotando o modelo home office — no Brasil, o trabalho em casa foi estratégia adotada por 46% das empresas durante a pandemia — soou o sino da importância das relações humanas nos negócios.
Mas como manter a boa conversa de corredor dos escritórios no modelo virtual? O primeiro passo é estabelecer uma relação de confiança a distância entre empresa e empregador. Para isso, os líderes precisam estar preparados para atuar no modelo de trabalho on-line, que continua centrado no ser humano.
Em geral, as empresas são formadas por pessoas dos mais variados estilos, gostos e formas de trabalhar. Elas buscam oportunidades que trabalhem sua autoestima, proporcionem confiança e pelas quais possam conquistar o respeito dos outros por meio de seus próprios feitos.
Nesse aspecto, é de suma importância a compreensão holística do líder sobre a gestão estratégica com foco na experiência humana.
Afinal, os colaboradores não são apenas homens e mulheres de negócios. Eles também são filhos, mães, pais, irmãos e amigos. Eles são vulneráveis, cometem erros e aprendem com eles.
Todas essas particularidades devem ser observadas pelo comando das organizações, mesmo que as conversas de corredor não façam mais parte do dia a dia.
Para tanto, é importante que os líderes sigam algumas das dicas que separamos:
Para construir relacionamentos mais fortes com os funcionários (seja no mundo virtual ou presencial), os gerentes devem entender o que a organização espera de cada colaborador e o que funcionários esperam da empresa, a partir daí habilidades devem ser desenvolvidas para atender a essas expectativas.
Para tanto, é importante que o líder, quinzenalmente ou mensalmente, estabeleça um meeting virtual one to one. Assim, ele conseguirá conversar individualmente com cada membro da equipe e entender como desenvolvê-los para as tarefas mesmo que a distância.
Caso entendam que um treinamento deve ser oferecido ao funcionário, hoje em dia é possível fazê-los de forma remota sem que isso prejudique a performance do colaborador.
O princípio mais profundo da natureza humana é o desejo de ser apreciado. O simples ato de dizer obrigado abertamente cria um vínculo entre o doador e o receptor e quebra as barreiras sociais para que a lealdade, a confiança e a dedicação possam fluir com mais liberdade.
E não há barreiras físicas para agradecer sua equipe pelo trabalho empenhado, certo? É possível agendar uma reunião virtual apenas para falar obrigado, agradecer sua equipe pelo grupo do Slack ou WhatsApp ou ainda enviar um mimo para os colaboradores como forma de agradecê-los.
Agora temos quatro gerações distintas no local de trabalho (Baby boomers, Geração X, Geração Y e Geração Z) cada uma com uma visão única de como o trabalho pode atingir objetivos pessoais e profissionais.
Forças de trabalho multigeracionais são bem-sucedidas quando um único conjunto de valores culturais une as pessoas em seu trabalho enquanto acomoda diferentes necessidades. Identificar essas necessidades, criar um diálogo, fazer conexões e encontrar semelhanças é a chave para abraçar as diferenças geracionais e alcançar o sucesso.
Um exemplo singelo disso é questionar seus colaboradores qual é o meio de comunicação que eles preferem usar. Um profissional da geração X provavelmente responderá que preferirá falar ao telefone, aquele da geração Z optará, possivelmente, pelo WhatsApp ou Slack.
Ajustar-se ao trabalho em casa pode ser difícil, por isso é essencial recompensar comportamentos específicos. Isso não apenas mostra apreciação, mas também incentiva outros funcionários a seguirem o exemplo.
Por exemplo, se a sua organização tem um funcionário que é receptivo e atencioso, mesmo quando trabalha remotamente, escreva para ele uma mensagem personalizada que detalha o quanto a organização está orgulhosa dele e de seu comportamento.
Não esqueça de dar publicidade ao fato, isso reforçará o valor da comunicação em toda a sua equipe remota e motivará ainda mais o funcionário que já está tendo sucesso.
Se você gostou do tema, leia também artigo sobre como o RH pode dar uma mãozinha à diversidade na organização.
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