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Ocupar ambientes, conquistar visibilidade e levar as questões mais necessárias sobre seus direitos na sociedade ao debate faz parte da estratégia de muitas pessoas LGBTQIA+ para afirmarem ao mundo sua existência e sua importância. O cenário de profissionais LGBTQIA+ no mercado de trabalho, no entanto, ainda está longe de ser ideal.
Afinal, estamos falando de um ambiente em que a orientação sexual, a identidade de gênero, as expressões de gênero, ainda podem ser tabu: um estudo da empresa norte-americana Center for Talent Innovation, de 2016, mostrou que, no Brasil, 61% dos funcionários LGBTQIA+ escondiam sua sexualidade para colegas e gestores.
Com medo da discriminação e de serem vistos com estigmas que depreciam a própria identidade, funcionários LGBTQIA+ estão no rol dos grupos minoritários e minorizados que devem estar contemplados nos termos de Diversidade e Inclusão (D&I) para que as corporações apliquem de fato a pluralidade que tanto dizem apoiar.
Para isso, é importante entender qual é o panorama de contratação de pessoas LGBTQIA+ e o que fazer para estimular a presença delas sem que sofram com invisibilidade ou com preconceito.
Vivendo cara a cara com o preconceito por muito tempo na vida, às vezes, desde o período escolar, pessoas que se identificam como lésbicas, gays, transgêneros, bissexuais, entre outras orientações sexuais, identidades e expressões de gênero, têm barreiras diferentes para conquistar determinados espaços sociais.
Entre as barreiras podemos listar o preconceito, os estereótipos e as tentativas de menosprezo por esses grupos.
É por essa razão que, entre as empresas e as organizações civis preocupadas com a pluralidade no mercado de trabalho, são cada vez mais comuns iniciativas que apoiam especificamente a contratação de pessoas LGBTQIA+. O projeto Transempregos, plataforma que conecta pessoas trans e travestis (ou seja, que estão sob a letra “T” da sigla) a empresas, é uma delas. É por meio dele que a realidade de pessoas trans é modificada com oportunidades de trabalho.
Mas, incluir não é só contratar. Fazem parte do jogo outras questões:
Mapeando essas respostas é possível alterar o cenário corporativo para que esses funcionários não se sintam alvo de discriminação.
Para quem faz uma comparação nos últimos 20 anos no ambiente de trabalho, a impressão de que estamos avançando na inclusão de pessoas LGBTQIA+ pode ser real. Segundo uma pesquisa global da Accenture intitulada “Crescimento visível, medos invisíveis” de 2020, de fato, há índices animadores sobre o alcance profissional delas dentro de seus trabalhos.
Mesmo em países mais progressistas, apenas cerca de 40% dos funcionários LGBTQIA+ são totalmente abertos sobre sua identidade/expressão de gênero ou orientação sexual no trabalho. Quando ocupam posições de gerência, o silêncio sobre o tema é ainda maior: apenas 21% dizem que as pessoas da empresa sabem sobre serem LGBTQIA+.
O que falta para chegarmos à igualdade? O levantamento da Accenture dá algumas pistas, entre elas, a mudança de uma cultura organizacional em que prevaleça o respeito à pluralidade.
Que tal dar agora mesmo o primeiro passo em direção a um RH mais justo e inclusivo, por meio de conhecimento focado nessas questões? Essa é a ideia do Colettivo, uma iniciativa Vagas. Nesse espaço, você encontra cursos gratuitos com especialistas em diversidade e inclusão e já pode colocar muitas ações em prática no seu dia a dia.
A construção de um ambiente em que os funcionários se sintam seguros para reportar qualquer tipo de discriminação (a criação de comitês plurais, por exemplo, e de compliance) e a elaboração de programas que levem em conta a valorização de pessoas LGBTQIA+ dentro das equipes também são algumas das saídas possíveis para isso.
Quer saber mais sobre como melhorar a realidade dos profissionais LGBTQIA+ no mercado de trabalho? Veja como combater o preconceito contra LGBTQIA+ nas empresas!
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